Moral Duties (Carlos)
Pode me chamar de sentimental, estranho, emo, biba e derivados, mas uma coisa banal me fez pensar hoje!
Acabo de chegar do trabalho e me deparo com algo que tomou minha atenção, uma pequena esperança com as duas patas traseiras quebradas, se arrastando e aparentemente em agonia profunda. Eu parei, sentei, coloquei a mochila do lado e (sei lá diabos por que) fiquei me indagando sobre que atitude tomar. Pensemos, deixo ela lá, tadinha, para viver (com dor), morrer (lentamente) e depois ser comida por formigas, ou então, a mato (rapidamente) e a deixo para ser comida de formigas. As duas opções soam cruéis, né?
Acho que sou um bestão… Hehehe, alguém mais pararia pra pensar nisso? Nessa situação? Bem…a Bruna. Hehehe, quinquilhões de coisas me vieram à mente: Influência das nossas decisões, privação de conhecimento, eutanásia, certo e errado, etc.
Não chegando a uma conclusão acerca dos assuntos que me acometeram, levantei. Decidi matá-la. Ao fazê-lo, comecei a pensar como a Bruna me ensinou: será que eu gostaria que viesse uma esperança gigante e me matasse se eu estivesse sem minhas duas pernas? Tendo em vista que eu até poderia me recuperar se elas estivessem quebradas, mas não, se eu estivesse SEM as duas pernas, agonizando e com minha morte CERTA…
Ahhhh
senti um certo remorso (juro
hehehehe) e enquanto subia as escadas percebi: quem se beneficiou nisso tudo?
As formigas…
